Postagens

Discussões Psicológicas

Imagem
Nada é tão original, quanto os acontecimentos de dentro de nossa cabeça. É aquele momento em que forjamos de forma doce, ou amarga. É qualquer momento, qualquer dia, qualquer hora, sobre qualquer mulher, qualquer ser, ou acontecimento. Não há limites, não há culpa, não há dolo, e muito menos consequências. As nossas brigas imaginárias são as melhores, são ferrenhas, bem disputadas ou não, e por vezes, os que estiveram  nelas, imaginaram, sem dúvidas; que nós fizemos em algum momento, um bom curso de retórica. Damos o play, começa-se o blá blá blá psicológico. O outro, falou algo que agrediu demais... (cara de desprazer) subitamente o interrompo, começo minha fala de forma agressiva... ( não é o melhor caminho. Mais plasticidade nessa resposta!) Acho que não gostei desse começo. Aperto o "rew", e volto tranquilamente à minha discussão. Posso também, me transportar à outro momento ou discussão que tenha acontecido de verdade, mas que por uma fatalidade, eu não tiv...

Quarta-Feira campinense

Imagem
                           Em um dia nublado, no centro da cidade, a chuva parece fumaça, refresca, com um tempo, molha, e o movimento rotineiro daquele centro, passa brando, melancólico e preguiçoso. Ali, do lado direito da praça, dois mendigos brigam, e se esbofeteiam, um conforme apanha do outro. Na medida em que rolam no chão, os pombos abrem caminho, e voam assustados com o alvoroço da briga. Alguns passam, olham sem interesse, até que uma nuvem se abre, deixando entrar um pouco de luz, insuficiente para abafar o clima de cidade serrana. Nas ruelas do centro da cidade, as pessoas se espremem, nas calçadas, por debaixo das marquises, para não tomar chuva, a chuva fina como fumaça, assusta, é possível aspirar o vapor feito sauna, mas a temperatura, é mais baixa, fazendo assim, essa cidade ter clima agradável, incomparável... Há quem reclame dessa "chuva", mas as serras que protegem a cidade, com o cu...

Páscoa paradisíaca em terras brasileiras

Imagem
Ouvi um dia, em 1997, que nomeado foi o Monte Pascoal por Pedro Alvares Cabral. Ao chegar em terras estranhas, carimbou a gênese de minha saga, viabilizando o início de minha árvore genealógica, me fazendo exercer uma espécie de paleontologia sobre os resquícios dos fósseis de meu DNA, espalhados nas pessoas, pelo Brasil. Era páscoa, e naquela manhã de sol, do leme da caravela, contemplava Pedro, deu azar, Pedro, quando apoiou uma de suas mãos num mastro qualquer, improvisado, onde passava uma corda. O Primeiro Puta que Pariu em terras brasileiras foi ouvido, quando um jovem marujo puxou com tamanha força essa corda, que raspou uma de suas mãos (não recordo qual), levando uma leve tira de couro e pelos, chegando aos vasos sanguíneos, sangrando... Contemplar não mais foi a melhor coisa naquela linda manhã. Pedro deu um sopapo, e a santa que estava em uma de suas mãos, (Não recordo qual) caiu na água salgada do mar daquela terra estranha, e afundou no infinito azul,...

Em Brasília, 1957

Imagem
E estava sol mesmo, naquela tarde. Como de costume, nós vagabundos gostávamos de ir para o canteiro central do Eixo Monumental, nas alturas de onde mais tarde seria o ginásio Nilson Nelson, para deitarmos em nossas redes improvisadas (Até hoje, é possível encontrar os restos do que um dia foram nossas redes), e comermos Jaca.  Lá pra baixo era barulhento demais, vagabundo nenhum aguentava aquele ambiente; poeira demais, gritos o tempo todo, violência, mor-ria gente todos os dias!  Aqui no Pomá é ponto di incontro dus vagabundo qui num qué cavá buraco de graça. Aqui incontramo us conterrâno qui vem du trabalhu, aqui nóis bebe cachaça quandu alguém traiz pra passá u dia bebeno na obra lá imbáxo. Aqui nóis foge um pôco da angúxtia qui nóis sente im tê vindu pra tão longe, pra sofrê. Passei u dia catano prego lá na obra, pra fazê uma barraca pra eu morá lá no mei do mato, nesse día eu mi dixtraí um pôco. A hóra de  saí du pomá é quando u povo vai imbora, quando...

No Canteiro do Eixo Monumental

Imagem
Brasília, Dia 17, no pomar da avenida central eu estava. Ouvia o barulho dos carros, olhava no horizonte, e o ginásio Nilson Nelson, se confundia com o céu. Estava quente, porém, nublado, e o movimento rotineiro daquele pedaço da cidade fluía normalmente, mas a perspectiva que tinha do canteiro era diferente, Não é como olhar lá do Eixo Monumental quando se passa de carro, não é como olhar o pomar de Dona Luizinha, no Sítio Salgadinho. A Terra daqui é vermelha, as árvores nativas tem casca grossa, algumas; duras, outras; parecem isopor. São de pequeno porte, algumas. Retorcidas, umas tem frutos que cheiram muito, o cheiro vai longe, cheiro doce, e agradável à narina dos mendigos.  Os mendigos não querem saber desses frutos públicos espalhados por toda a cidade, em vinte anos, nunca vi um sequer, subir em uma dessas árvores para catar suas frutas, eu ainda não vi! Mas esses garotos são como nós, da cidade, já se tornaram urbanos, e são parte integrante da vida da cidade....

Curta reflexão acerca dos dias.

Imagem
  Ninguém é bobo, ninguém é bobo... Bobo, é o que acredita, o que tudo evita. O que evita os extremos, o que acredita cegamente. O que confia cegamente também é! Bobo, é o cognitivo de um homem de certezas, É o corpo reduzido à mente, é um peito ferido. Bobo é o pego de surpresa,  Bobo é a sobremesa dos desastres, que será saboreado pelas circunstâncias. Há Bobos? Mas ninguém é Bobo! Ninguém é bobo? Ninguém é Bobo...  

30 Segundos, sentado na areia da praia da Penha.

Imagem
  Onde anda àquela onda que eu via quando eu estava na penha? No cerrado, as ondas são outras, são ondas de ingratidão e de horror, ondas de vento, de calor, de amor as vezes. Na penha, também se fazem ondas de ingratidão. O paraíso, ah... no paraíso, acho que não existem ondas, parece que não existe surfe, que é um esporte mundano. O Paraíso é todo natureza, é lindo! Mas não, acho mesmo que não existe surfe.  As ondas dissipam sua energia em forma de som, e é bem devastadora quando sua energia é muito intensa. Compare essas ondas de praia, outras ondas que citei antes (de horror, tristeza e calor). É perigoso dar ou ceder tanta energia às ondas, às diversas ondas que fazemos contato no decorrer da vida. Sentado na praia da Penha, vejo os pescadores, o riozinho, que passa aqui atras está tranquilo, o sol é abrasante, mas o litoral... Ah o Litoras, litoras no meio se essa onda amena for fruto de um tsunami, Voltemos à outra questão que envolve o paraíso; Para alcanç...