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Jogo no Estado.

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Preta, senta. Senta e reflita. Reflita e flerte seu viver, pois, flertando, a gente vai marchando, e marchando é garantia de não estar parada. Mas, Preta, a culpa é dele, não foi você. Foste condicionada, e é preciso isso para que aquele outro lado lindo e fresco exista. Nega, não queria que fosse assim, mas, cate o lixo, coma se puder, se não puder também, saiba bem, que talvez não sobreviva. Nega, tá sol, mas, sente aqui no chorume mesmo, e reflita. Respire esse ar. Tá, não é dos melhores, mas, é o que você tem, não seja rebelde! Preta, senta. Sente pra refletir, reflita e flerte seu futuro, pois, flertando, a gente vai marchando, e marchando, você garante seu pão. Marche muito, sonhe bastante com um futuro melhor, mas, não saia desse lixão onde você nasceu, apenas aqui você terá toda a liberdade do mundo. Aqui tua mobilidade é de um saco de lixo ao outro, e lá fora pode ser de classes sociais, o que não é tão interessante, pois, provavelmente você não consiga, mas...

Convencido da Centralização

O tempo, acontecer no tempo, eu faço no tempo. O tempo no tempo é apenas o tempo, e você no tempo é o tempo de verdade, o tempo de verdade é você agindo. Você agindo é mover o tempo, mover o tempo é o tempo passando, e o tempo passando  é você propagar ações, propagar é o tempo virar, virar é fazer você mudar e mudar é agir, agir, agir, agir, agir. Fugir, fugir é uma corrente, a corrente, é uma corrente que a gente se prende e vai se levando para bem longe. Com muita corrente a fuga vai acontecendo e a gente vendo, e tudo se esconde. A gente pisa tratora e passa pelas diversidades entre aspas, aspas, aspas, aspas. Farpas são farpas, ação, reação, compaixão, amizade sociedade, alegria, democracia, estabilidade, repressão, Polícia, Polícia! Adous; Todos adoram viver assim, pouco se lixam em agir no tempo fazendo o contratempo. Fogem e se afogam com a tecnologia, com as emoções do 3D, do consumo, do prazer, das drogas, elas estão aí para liquidar de alguma forma alguns. Vivem e...

O querer servir

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Bom seria se eu quisesse Se eu quisesse bom seria Seria bom querer querer bem para ser bem Ser, para bem ser, bem ser, pra cê vê Cê vê pra quê? Pra quê serve ver? Serve ver para servir pra servir, apenas E passar a gostar de querer, e passar a gostar de servir. É dando que alguém recebe. Não é dar e esperar que se receba algo mais à frente. Quem recebe é o outro. É dando que se recebe.

Sou Franco

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Eu como, eu como papel Eu sou um favo de mel Eu sou o gosto do fel Eu sou o fogo da vela Eu sou quem se desespera E vejo o dia nascer Eu sou a sorte também. E eu vi o sol nascer, hoje eu vi o sol Eu sou a minha mão fechada Sou contratempo contra o nada Contando os anos de vida Esperando a minha partida Gozando meus breves minutos, esperando um dia melhor Caminhando ao lado de muitos, e olhando pro céu! Eu sou a luz que vem do alto E a que brilha nos iluminados Por luzes de postes falhos espero Eu vi a morte chegar Com cara bem viva, sorridente, e afagando a vida Enquanto o violão tocava, querida, Te contando, o que eu sou, eu sorria

O Ultra povo

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Tô farto de ver perfeição. Enquanto mo remédio contra o sistema, ele solta palavras virtuais que entram em sua carne, fazem seu subconsciente, e ditam sua sublíngua. Subdesenvolvido? e nrica o rico pirata, que antes era legal e hoje não vale nada. Rebel dias atrás me chamavam para lutar e eu só sindicalizava até me transformar profissional. Ganhar dinheiro, status médio, ter amigo influente, até assar num forno sindical e sair “parlamentar popular”. Esquerdinha. Tenho essa mania, adaptei um discurso, e ganhei esse nome porque chuto com a perna esquerda. Hora estou lá, depois venho ao meio. E me perguntam, o que há esquerdinha? E respondo que sou um cara maduro! Na atual conjuntura, não dá pra pensar como antigamente, estou evoluindo! Ma duro de aceitar que a maioria se perde, senão todos. Usam os trabalhadores como base de apoio para seus interesses, renovam seu discurso, falam a língua da base da sociedade, fazendo com que os pobres se enxerguem nele, verdadeiros populi...

É Óbvio

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Postes submarinos as luzes estão Cheios de mosquitos que atrapalham a visão O calor dessa corrente, o mar cheio de gente Agentes atrás de bandidos fazem prisões Populares extrapolam suas condições Concessões televisivas eternas estão Monóxidoscarbonetolozos por aí estão Diamantes dos ouros Bandidos, ricos eles são O céu do inferno está cheio de gente E eu cheguei Agora para completar Se o inferno é embaixo esse céu é tão presente E no céu dessa terra eu almejo estar O Álcool que eu consumo ele está doente E eu estou sentado só pra apreciar Soando aqui ao meu lado o vento doente O vidro, a madeira, a água a cerveja do Bar O Vulto que aqui passou passando mal não mente Populares exploradores Cordeiros estão Os postes submarinos atrapalham a mente A mente, só não mente quando o engano é são.

RNA

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Um vírus ingênuo invade o cenário político, Um vírus ingênuo se faz de político. E o povo, doente e em fase terminal, não vê que o assalto doentio se faz pela ingenuidade.   Doentes sem dentes, tem gente que chora, e agentes que prendem por desespero total, sabem que seu posto está ameaçado, e estão atrelados àquele opressor institucional   legal inocente. Legal, por ter trilhado caminhos ditos legais, para chegar a seu posto, imposto pelo estado que em suas mãos oprime minorias, e persegue.   Um maléfico vírus virou diplomata, me prometendo a cura por ouro e prata. E a borracha come se não obedecermos aos homens da Lei, com suas proteínas, burlando o estado democrático de direito: dentes cerrados para combater os cidadãos que ameaçam o Status Quo que tentam estabelecer. Essa Droga, o vírus institucional, o vírus mutante que melhorou sua genética e tornou-se resistente ao remédio da crítica, reforçou sua cápsula, e encapsulado no seu gabinete está protegido pelas in...