Retroativo texto de creme, escrito com uma caneta roubada em uma velha folha de lixo.

Sexta-feira, vinte e oito de novembro de dois mil e quatorze, uma e trinta e quatro da madrugada, um silêncio adornado de melancolia e assombração invade a casa, e não há motivo para assombrar-se. Há dois dias eu sinto uma vontade imensa de escrever, há dois dias tenho sido omisso com minha vida literária. Faltava algo. Um instrumento que eu não tinha dependência alguma, dele, para produzir meus textos, mas que de repente, se tornou indispensável. Se ao menos o motivo da carência de textos, nos últimos meses, fosse minha pífia criatividade, eu estaria tranquilo. Recorreria ao método que estou usando agora para produzir este. Estou sem minha moderna máquina de escrever há meses, por um simples motivo: a época das vacas magras chegou com força, não foi por querer, e nem há possibilidade de ser, e mesmo assim há quem diga que eu usei a mim mesmo como boi de piranha. Isso não importa! Ontem de manhã, tive a oportunidade de adquirir o instrumento que faltava para produzir texto...